Três hospitais atendem os pacientes de União da Vitória, Porto União e região. São vários procedimentos cirúrgicos, consultas, injeções, internações entre outros realizados diariamente.
Automaticamente, vários produtos são usados e descartados. Mas qual é o destino certo do lixo hospitalar?
Segundo o Ministério da Saúde, (MS), o lixo hospitalar corresponde a 20% do total de resíduos gerados nas unidades hospitalares. Os outros 80% é lixo comum. Gerado dos departamentos administrativos e a cozinha.
Em 1993, o Conselho Nacional do Meio Ambiente, (Conama) publicou a Resolução nº 5, que classifica os resíduos de serviços de saúde em quatro grupos: A, B, C e D.
Enquadram-se no grupo A os que apresentam risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente devido à presença de agentes biológicos, dentre eles, materiais que tenham entrado em contato com secreções e líquidos orgânicos, e materiais perfurantes ou cortantes.
No grupo B, encontram-se os resíduos químicos; no grupo C, os rejeitos radioativos; e no grupo D, os resíduos comuns.
Cada hospital é obrigado a desenvolver um plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde e determinar como deve ser feita a coleta de material. E tudo deve seguir as normas e exigências determinadas Resolução RDC nº 33 de 2003. Isto também vale, para clínicas médicas, consultórios odontológicos, farmácias e similares.
Cabe a Vigilância Sanitária de cada município e o Instituto Ambiental do Paraná, (IAP), fiscalizar e orientar os estabelecimentos.
APMI
Na Associação de Proteção a Maternidade e Infância, (APMI) de União da Vitória existe um Plano de Gerenciamento de Resíduos. Todo o hospital é mapeado, os funcionários são treinados sobre a destinação correta de cada material. Em todos os locais, vários tipos de lixo especificado pode ser encontrado. “Todos os nossos funcionários conhecem o nosso sistema”, comenta Antonia Bilinski, administradora da APMI.
O lixo contaminado, ou seja, composto por seringas, agulhas, peças anatômicas entre outros. É recolhido dia sim dia não pela Ecovale. A Associação paga por cada quilo de lixo hospitalar R$ 2,80. Todo material originário do centro cirúrgico ou obstétrico acima de determinada quantia, é encaminhado para o cemitério municipal. Um exemplo disso, é quando ocorre a amputação de algum membro do corpo humano.
O material que é considerado lixo hospitalar, é colocado em dois sacos pretos e depois em um saco branco leitoso com o símbolo de substancia contaminada, uma cruz vermelha.
O lixo comum e que pode ser aproveitado, é encaminhado para a reciclagem. O lixo químico, composto por chapas ou filmes de exames de Raio X são de responsabilidade de uma empresa terceirizada.
Por mês, o hospital produz, de 300 a 400 quilos de lixo hospitalar. O equivalente a 100 quilos semanais.
Hospital São Braz
O procedimento é o mesmo que acontece na APMI, para os três hospitais de nossas cidades. O farmacêutico e responsável pelo Projeto de Gerenciamento do lixo no Hospital São Braz, José Alfredo Rocha Junior, destaca sobre a importância da separação no momento da geração. “A separação deve ser feita no momento da geração, pois depois não adianta, tudo o lixo torna-se contaminado”.
Ele ainda explica, sobre o procedimento pelo qual o lixo passa até chegar ao aterro sanitário. O lixo químico é incinerado antes do destino final. Já o lixo biológico é autoclavado, ou seja, esterilização através do calor úmido sob pressão, e após, também encaminhado para aterros sanitários.
No Hospital São Camilo, (Regional), o processo é realizado da mesma forma, pois, é a mesma empresa que realiza a coleta em todas as unidades de saúde.
Ecovale
A Ecovale é uma empresa especializada em coleta de lixo, atua em União da Vitória desde 2001 e em Porto União, desde 1999. Ela é responsável pela coleta nos estabelecimentos e o transporte até Curitiba, onde o material é incinerado.
A cada 15 dias, a empresa passa para recolher o lixo hospitalar, ou contaminado em Clinicas Médicas, Farmácias, Laboratórios, Postos de Saúde, Clinicas Veterinárias e similares. Já nos hospitais, a coleta é feita três vezes por semana.
A coleta é rápida e segura para os funcionários. A cada dia de coleta, as bombas cheias de material são recolhidas e deixado no local novas bombas, prontas para serem usadas. Na tampa de cada bomba, um lacre é colocado e só é retirado quando chega ao local em Curitiba. “O trabalho é de segurança para nossos funcionários, só é manuseado as bombas fechadas”, destaca Scheila Antunes de Lima, sócia administrativa da empresa.
Até 2006, o processo era bem diferente. Todos os locais que produziam lixo contaminado estavam sobre a responsabilidade do município, ou seja, as cidades eram obrigadas a realizar a destinação correta desses materiais. Agora, cada unidade geradora paga pelos serviços, somente os posto de saúde ficam sobre a responsabilidade do município.
Além de União da Vitória e Porto União, a empresa recolhe o lixo hospitalar em Palmeira, Prudentópolis, Paulo Frotin, Paula Freitas e Iriniopolis.
O lixo contaminado produzido em casa
O titulo parece ser estranho. Mas muitas residências produzem lixo contaminado sim. Lixo esse produzido por exemplo, por portadores de diabetes. Diariamente as doses de insulina aplicadas, necessitam de material novo a cada dia. As agulhas devem ser colocadas em um local próprio e quando acumulada tudo deve ser levado até o destino onde foram adquiridas. Um exemplo são os postos de saúde e a própria vigilância sanitária.
“Cabe a cada unidade geradora, explicar o procedimento a seus pacientes”.
O grande risco do procedimento errado, é que todo essa material esta sendo jogado no lixo comum, colocando em risco a saúde de várias pessoas. Além de quem recolhe e até mesmo nos aterros sanitários. Um acidente com essas materiais, podem ter causas irreversíveis.
Automaticamente, vários produtos são usados e descartados. Mas qual é o destino certo do lixo hospitalar?
Segundo o Ministério da Saúde, (MS), o lixo hospitalar corresponde a 20% do total de resíduos gerados nas unidades hospitalares. Os outros 80% é lixo comum. Gerado dos departamentos administrativos e a cozinha.
Em 1993, o Conselho Nacional do Meio Ambiente, (Conama) publicou a Resolução nº 5, que classifica os resíduos de serviços de saúde em quatro grupos: A, B, C e D.
Enquadram-se no grupo A os que apresentam risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente devido à presença de agentes biológicos, dentre eles, materiais que tenham entrado em contato com secreções e líquidos orgânicos, e materiais perfurantes ou cortantes.
No grupo B, encontram-se os resíduos químicos; no grupo C, os rejeitos radioativos; e no grupo D, os resíduos comuns.
Cada hospital é obrigado a desenvolver um plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde e determinar como deve ser feita a coleta de material. E tudo deve seguir as normas e exigências determinadas Resolução RDC nº 33 de 2003. Isto também vale, para clínicas médicas, consultórios odontológicos, farmácias e similares.
Cabe a Vigilância Sanitária de cada município e o Instituto Ambiental do Paraná, (IAP), fiscalizar e orientar os estabelecimentos.
APMI
Na Associação de Proteção a Maternidade e Infância, (APMI) de União da Vitória existe um Plano de Gerenciamento de Resíduos. Todo o hospital é mapeado, os funcionários são treinados sobre a destinação correta de cada material. Em todos os locais, vários tipos de lixo especificado pode ser encontrado. “Todos os nossos funcionários conhecem o nosso sistema”, comenta Antonia Bilinski, administradora da APMI.
O lixo contaminado, ou seja, composto por seringas, agulhas, peças anatômicas entre outros. É recolhido dia sim dia não pela Ecovale. A Associação paga por cada quilo de lixo hospitalar R$ 2,80. Todo material originário do centro cirúrgico ou obstétrico acima de determinada quantia, é encaminhado para o cemitério municipal. Um exemplo disso, é quando ocorre a amputação de algum membro do corpo humano.
O material que é considerado lixo hospitalar, é colocado em dois sacos pretos e depois em um saco branco leitoso com o símbolo de substancia contaminada, uma cruz vermelha.
O lixo comum e que pode ser aproveitado, é encaminhado para a reciclagem. O lixo químico, composto por chapas ou filmes de exames de Raio X são de responsabilidade de uma empresa terceirizada.
Por mês, o hospital produz, de 300 a 400 quilos de lixo hospitalar. O equivalente a 100 quilos semanais.
Hospital São Braz
O procedimento é o mesmo que acontece na APMI, para os três hospitais de nossas cidades. O farmacêutico e responsável pelo Projeto de Gerenciamento do lixo no Hospital São Braz, José Alfredo Rocha Junior, destaca sobre a importância da separação no momento da geração. “A separação deve ser feita no momento da geração, pois depois não adianta, tudo o lixo torna-se contaminado”.
Ele ainda explica, sobre o procedimento pelo qual o lixo passa até chegar ao aterro sanitário. O lixo químico é incinerado antes do destino final. Já o lixo biológico é autoclavado, ou seja, esterilização através do calor úmido sob pressão, e após, também encaminhado para aterros sanitários.
No Hospital São Camilo, (Regional), o processo é realizado da mesma forma, pois, é a mesma empresa que realiza a coleta em todas as unidades de saúde.
Ecovale
A Ecovale é uma empresa especializada em coleta de lixo, atua em União da Vitória desde 2001 e em Porto União, desde 1999. Ela é responsável pela coleta nos estabelecimentos e o transporte até Curitiba, onde o material é incinerado.
A cada 15 dias, a empresa passa para recolher o lixo hospitalar, ou contaminado em Clinicas Médicas, Farmácias, Laboratórios, Postos de Saúde, Clinicas Veterinárias e similares. Já nos hospitais, a coleta é feita três vezes por semana.
A coleta é rápida e segura para os funcionários. A cada dia de coleta, as bombas cheias de material são recolhidas e deixado no local novas bombas, prontas para serem usadas. Na tampa de cada bomba, um lacre é colocado e só é retirado quando chega ao local em Curitiba. “O trabalho é de segurança para nossos funcionários, só é manuseado as bombas fechadas”, destaca Scheila Antunes de Lima, sócia administrativa da empresa.
Até 2006, o processo era bem diferente. Todos os locais que produziam lixo contaminado estavam sobre a responsabilidade do município, ou seja, as cidades eram obrigadas a realizar a destinação correta desses materiais. Agora, cada unidade geradora paga pelos serviços, somente os posto de saúde ficam sobre a responsabilidade do município.
Além de União da Vitória e Porto União, a empresa recolhe o lixo hospitalar em Palmeira, Prudentópolis, Paulo Frotin, Paula Freitas e Iriniopolis.
O lixo contaminado produzido em casa
O titulo parece ser estranho. Mas muitas residências produzem lixo contaminado sim. Lixo esse produzido por exemplo, por portadores de diabetes. Diariamente as doses de insulina aplicadas, necessitam de material novo a cada dia. As agulhas devem ser colocadas em um local próprio e quando acumulada tudo deve ser levado até o destino onde foram adquiridas. Um exemplo são os postos de saúde e a própria vigilância sanitária.
“Cabe a cada unidade geradora, explicar o procedimento a seus pacientes”.
O grande risco do procedimento errado, é que todo essa material esta sendo jogado no lixo comum, colocando em risco a saúde de várias pessoas. Além de quem recolhe e até mesmo nos aterros sanitários. Um acidente com essas materiais, podem ter causas irreversíveis.
Jaque Castaldon
matéria publica no jornal O Comércio - União da Vitória
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